MemóriaKlabin

O que é o Centro de Memória?

Em mais de cem anos de existência, a Klabin produziu acervos documentais únicos. Durante esse tempo, incentivar e preservar o registro histórico tornou-se um diferencial importante no contexto dos negócios, já que podemos visualizar nossa vasta experiência em uma linha do tempo e do espaço, com as consequências de decisões no passado e os resultados de ações no futuro.

Essa história é mantida pelo Centro de Memória Klabin, responsável pelo resgate ao longo de seus mais de 30 anos de existência, dos documentos de valores históricos da companhia.

Localização
Av. Augusta Zorzi Baradel, 700 Tijuco Preto
Jundiaí SP
Visitação*
O horário de visitação é de segunda a sexta das 8h às 17h com agendamento pelo e-mail:
centromemoria@klabin.com.br
*A disponibilidade de agenda para visitas presenciais deverá ser consultada previamente.

Cronologia

1889 - 1930
Origens do Empreendimento

A história do Grupo Klabin começou em 1889, quando Maurício
Freeman Klabin chegou ao Brasil. Imigrante da Lituânia, o jovem
empreendedor deixou a família em sua terra natal e aportou em
Santos (SP). Estabeleceu-se na capital paulista, que já despontava
como importante centro comercial e financeiro do país. Maurício Klabin
vendia cigarros, para empórios e albergues, importando papel e tabaco
para sua fabricação. Conseguiu trabalho em uma gráfica que, depois
comprada por ele: Empreza Graphica Klabin.

Em 1890, Maurício F. Klabin criou sua própria empresa, a M.F. Klabin e
Irmão, que atuava como tipografia e casa importadora de artigos de
escritório, em São Paulo. Em 1899, com os irmãos Salomão e Hessel, e o
primo Miguel Lafer fundou a Klabin Irmãos e Cia - KIC.

  • 1889
    Maurício Freeman Klabin chega ao Brasil. Compra de
    gráfica - Empreza Graphica Klabin.
  • 1890
    Criação da M.F. Klabin e Irmão. Tipografia e
    importadora de artigos de escritório – São Paulo.
  • 1899
    Constiuição da Klabin Irmão e Cia – KIC: tipografia e
    casa importadora de artigos de escritório, em
    São Paulo.
  • 1902
    Produção de papel, arrendando a Fábrica de Papel
    Paulista
    de Vila do Salto de Itú.
  • 1909-1914
    Constituição da Companhia Fabricadora de
    Papel – CFP
    .
  • 1924
    CFP destacava-se entre as três maiores fábricas do
    setor no Brasil.
1930 - 1940
O Grande Boom

O governo de Getúlio Vargas (1932-1945) foi marcado por uma política
econômica voltada para o auxílio no desenvolvimento das indústrias de
base para atender a demanda de mercado.

O setor de papel e papelão liderou o crescimento generalizado da
indústria de transformação. Os problemas provocados pela dificuldade
de importação de papel jornal e de pastas de papel, dentre outros, são
amenizados com incentivos fiscais para a implantação de indústrias
papeleiras.

Neste período, a Klabin Irmãos & Cia. - KIC viveu seu primeiro grande
“boom” de desenvolvimento. O Grupo transformou-se num dos mais
importantes do país, entrando num processo de rápida expansão e
diversificação de suas atividades.

  • 1931
    Início da produção de cerâmica - Manufatura Nacional
    de Porcelanas S.A
    .
  • 1934
    Compra da Fazenda Monte Alegre no Paraná, para
    instalação da Indústria Klabin do Paraná, primeira
    fábrica integrada de produção de papel.
  • 1941
    Constituição da primeira empresa S.A. do Grupo –
    Indústria Klabin de Papel e Celulose.
  • 1946
    Início da operação de pasta e papel imprensa da
    IKPC S.A. Alta profissionalização: ampla contratação
    de profissionais europeus qualificados.
  • 1947
    Um grande marco para a histórico na produção de
    papel no Brasil: parte do mercado interno de papel
    imprensa passa a ser suprida por uma indústria
    nacional com papel Klabin.
1950 - 1960
Abrindo novos mercados

O Plano de Metas do governo de Juscelino Kubistchek (1955- 1960),
estava voltado para o crescimento do setor público, com a construção
de estradas, do Distrito Federal em Brasília - dentre outras prioridades -
e na continuidade da instalação de indústrias de base.

O processo de urbanização e o ritmo do crescimento populacional
traziam profundas modificações no mercado de consumo. Novos
produtos e novas exigências afetavam vários setores produtivos,
estimulando o aparecimento de novas atividades. A Klabin já se
destacava entre os principais grupos empresariais do país, e se lança
para a fabricação de novos produtos no mercado: o papelão ondulado,
fios sintéticos e de fósforos promocionais.

  • 1951
    Constituída a Rilsan Brasileira S.A. como
    empresa coligada de KIC em sociedade com a Nitroquímica
    Brasileira e S.A. Indústria Votorantim, do Grupo Ermírio
    de Moraes, para a produção de fios sintéticos.
  • 1952
    Inicio da produção de Papelão Ondulado na Companhia
    Fabricadora de Papel.
  • 1953
    Inicio da produção de fósforos promocionais.
  • 1955
    Com o sucesso do setor de Papelão Ondulado, é criada
    a Unidade de Del Castilho, na cidade do
    Rio de Janeiro (RJ).
1960 - 1970
Em Crescimento Acelerado

O setor papeleiro previu incentivos para a instalação de fábricas
produtoras de papel jornal, pois foi detectado no início da década de
1960 que o setor papeleiro tinha como ponto crítico a baixa produção
de papel imprensa, suprindo apenas um terço do mercado nacional.

Dentro deste contexto político e de incentivos, a Klabin concentrou
seus investimentos no aprimoramento dos setores-chave de produção,
através da implantação de novas e modernas fábricas, centralizando
suas atividades nos setores de papel, papelão ondulado e cerâmica.

  • 1961-1969
    Constituição da Papel e Celulose Catarinense Ltda –
    PCC, moderna fábrica de papel kraft e celulose de
    fibra longa.
  • 1961
    Constituição da Unidade de Vila Anastácio. A Unidade
    de Vila Anastácio foi considerada umas das maiores da
    América Latina, na época.
  • 1963
    Inaugurada a Máquina de Papel nº 6.
  • 1967
    Aquisição da fábrica de Piracicaba, parte do projeto de
    fabricação de celulose do bagaço de cana.
  • 1973
    Inaugurada a Papelão Ondulado do Nordeste – PONSA,
    na cidade de Goiana. Início da produção de Sacos
    Industriais na Celucat, em Lages-SC.
  • 1974
    Entra para o mercado de papéis descartáveis com a
    aquisição da ONIBLA S.A.
  • 1979
    Inaugurada a Máquina de Papel nº 7.
1980 - 1990
Novos Rumos Administrativos

O país começava a mostrar o que seria a década de 1980: alto índice de
inflação, grande dívida externa, fatores que aliados à recessão mundial,
provocaram queda acentuada de preços no mercado. A Klabin
manteve-se graças a uma política flexível de vendas, voltando-se ora
para o mercado externo, ora para o mercado interno. Mantendo sempre
a qualidade de sua produção, conseguiu exportar seus produtos,
mesmo com o mercado internacional em crise e recessão, indicando
um alto índice de competitividade. Apesar das dificuldades, a Klabin
expande e diversificar sua produção nos setores de papel e celulose,
com a entrada no mercado de sacos multifoliados e celulose solúvel.

  • 1982
    Aquisição da empresa Rio Grande - Companhia de
    Celulose do Sul - Riocell, localizada em Guaíba (RS).
  • 1983
    Criada a holding Indústrias Klabin de Papel e Celulose –
    IKPC, passando a controladora das empresas da Klabin.
  • 1984
    Início do Programa de Fitoterapia da Klabin – produtos
    florestais não-madeireiros.
  • 1987
    A Klabin se retira do ramo de cerâmica.
1990 - 2000
Retomando a Expansão

O início dos anos 90 é caracterizado por uma economia instável,
altamente inflacionária e com juros altos, o que faz com que as
empresas adotem novas medidas para manter suas vendas estáveis,
volta as vendas ou para o exterior ou para o mercado nacional,
conforme a demanda. A economia brasileira voltou a registrar
crescimento em 1993, após 3 anos de estagnação. Apesar desta
recuperação, que teve início no último trimestre de 1992 com a
definição da sucessão presidencial, mesmo assim, houve dificuldades
para o setor de papel e celulose, devido ao excesso de oferta no
mercado, acirrando a concorrência entre os produtores e afetando,
sensivelmente, os preços.

Em 1994, nasce o Plano Real com a criação de uma nova unidade
monetária. O objetivo é a estabilização da moeda e acabar com a
hiperinflação, ampliar o poder de compra e trazendo novas
perspectivas para os diversos setores da economia.

  • 1990
    Compra Companhia de Papéis pela Klabin Fabricadora
    de Papel e Celulose SA - KFPC. A Klabin passa a ser o
    maior produtor de papéis sanitários do Brasil.
  • 1996
    A Klabin amplia seus negócios na América Latina, na
    área de produção de papel kraft, envelopes e sacos,
    com a instalação de uma unidade fabril da Celucat, no
    distrito industrial de Pillar, na Argentina.
  • 1997
    Joint Venture Klabin e Kimberly-Clark, na Argentina. A
    nova empresa foi denominada KCK Tissue S.A.
    (passando depois a Klabin Kimberly S.A., em 1999).
  • 1998
    A Klabin expande a fábrica de Piracicaba, com a
    instalação de uma nova máquina de papel, com a
    capacidade de produção de 100 mil toneladas/ano de
    papel miolo e testliner com utilização de aparas como
    matéria-prima.
  • 1999
    A Unidade Piracicaba inaugura máquina de reciclagem
    de embalagem Tetra Pak.
  • 2000
    Indústrias Klabin de Papel e Celulose S.A. realizou
    aquisição da Igaras Papéis e Embalagens S.A., através
    de sua subsidiária Klabin Argentina.
Hoje
Um Novo Milênio. Novos Desafios.

A economia entra no novo milênio com prosperidade e estabilização
financeira. Os grandes investimentos se voltam novamente ao setor
público, em especial para a infraestrutura. No Brasil, seguindo as
tendências das políticas econômicas mundiais, é lançado o Plano de
Aceleramento da Economia - PAC, com investimentos para o
crescimento econômico em vários setores, estimulando o aumento do
PIB. Ao final da década de 2000, começo da 2010, a economia mundial é
abalada, iniciada pela crise dos créditos hipotecários americanos, em
2007 e 2008. Ainda no Brasil, a partir de 2010, já sofrendo com a crise
dos derivativos, temos ainda o quadro instabilidade político-
econômica, com as medidas impopulares quanto ao ajuste fiscal. As
denúncias de corrupção no governo e em setores das indústrias, levam
a economia a estagnação, com empresas de grande porte acusadas de
superfaturamento, formação de cartel e pagamento de propina
a políticos.

  • 2001
    É criada a Klabin S.A.
  • 2003
    A Klabin S.A informa sua retirada da produção e do
    mercado de papel jornal, papéis descartáveis e
    celulose. Foco em embalagens.
  • 2008
    Inaugurado o Projeto de Expansão MA - 1100, na
    Unidade Monte Alegre (PR). A Unidade se posiciona
    entre as dez maiores fábricas de papel do mundo e a
    Klabin entre os seis maiores fabricantes globais de cartões de fibras virgens.
  • 2011
    Instalação de nova caldeira de biomassa, na Unidade
    Otacílio Costa (SC), para redução nas emissões de gases
    de efeito estufa e do consumo de óleo combustível.
  • 2012
    Anunciado investimento de R$ 220 milhões em uma
    nova máquina de Sackraft, na Unidade Correia Pinto
    (SC), com capacidade de 80 mil toneladas/ano.
  • 2013
    Ampliada a capacidade de produção de Sacos
    Industriais, com a instalação de uma nova máquina, e
    de Papelão Ondulado, com novas onduladeiras e
    impressoras, na Unidade Goiana (PE).
  • 2016
    Inauguração da Unidade Puma, no Paraná, com
    capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas de
    celulose, que faz da Klabin a primeira no Brasil pronta
    para fornecer, simultaneamente, celulose de fibra
    curta, celulose de fibra longa e celulose fluff.
    A Klabin compra a Embalplan, localizada em Rio Negro
    (PR), e os ativos da Hevi Embalagens, localizada
    em Manaus (AM).
  • 2017
    A Klabin inaugura seu Centro de Tecnologia, em
    Telêmaco Borba (PR). O novo Centro completa a
    integração das frentes de pesquisa e desenvolvimento
    das áreas de negócio da companhia, estratégia adotada
    para introduzir uma visão global e unificada, de alta
    complexidade.

Unidades

Angatuba
Desde 1975
Betim
Desde 1987
Correia Pinto
Desde 1969
Feira de Santana
Desde 2000
Florestal PR
Desde 1941
Florestal SC
Desde 1969
Florestal SP
Desde 1974
Goiana
Desde 1973
Itajaí
Desde 1975
Jundiaí Distrito Industrial
Desde 2000
Jundiaí Tijuco Preto
Desde 1992
Lages 1
Desde 1969
Lages 2
Desde 1969
Logística
Desde 2016
Manaus
Desde 2016
Monte Alegre
Desde 1946
Otacílio Costa
Desde 2000
Pilar (Argentina)
Desde 1997
Piracicaba
Desde 1967
Puma
Desde 2016
Rio Negro
Desde 1981
São Leopoldo
Desde 1981

Nossas certificações e Reconhecimentos